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sábado, 27 novembro 2021
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Festival AFROMUSIC #2: conheça a programação

Nos dias 09, 10 e 11 de abril vai ao ar pelo YouTube o Festival AFROMUSIC #2, todo gravado no Teatro do Contêiner.

A segunda edição do Festival AFROMUSIC #2 chega num momento propício e com uma mensagem importante. Nego Max e Preta Ary nos lembram: o rap é preto. Parece óbvio pra você? Pra muitos por aqui também, mas como não podemos subestimar o poder da branquitude em tomar as nossas criações, fazer parecer que foram eles os originários e expulsar a gente do rolê, é importante registrar. Inclusive Nego Max fala no final dessa mesma música. Aconteceu com o rock, lembra? Aconteceu com o yoga, com o que hoje a gente entende por “civilização”…

Por isso, espalhar um festival cuja programação é exclusivamente formada por artistas, bandas e coletivos pretos da música independente é quase uma obrigação pra gente. A gente pode, sim, claro, se manifestar sobre acontecimentos sociais como os eventos do BBB com o cabelo do João. Mas também é importante lembrar quem é que está pautando essas questões. E, se você concluir que não é você ou um dos seus, é importante ter suas próprias pautas também, não?

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O Festival AFROMUSIC #2

O Festival AFROMUSIC ganhou forma em 2017. Ele foi um dos primeiros a pensar numa programação preta e independente. Tipo como rolou com o Blackxploitation nos Estados Unidos quando eles perceberam que preto não tinha lugar em Hollywood e, quando tinha, era sempre naqueles papeis estereotipados, sabe?

O AFROMUSIC deu lugar a talentos negros diversos, inclusive alguns que ainda não eram tão conhecidos Brasil afora. Luedi Luna, rainha, dona e proprietária do meu coração, tinha acabado de se mudar pra São Paulo quando participou da primeira edição do festival. Anna Tréa, Senzala Hi-Tech e o Ilu Inã foram alguns dos outros participantes também.

O Bloco Ilu Inã faz parte do Festival AFROMUSIC #2, que vai ao ar nos dias 09, 10 e 11 de abril. (Foto: Sérgio Fernandes)

Esse ano, o festival vai reunir a qualidade em formato de show dos eventos passados (porque temos mais de um dia de festival) e também vai disponibilizar entrevistas com temas ligados à música e à sociedade.

Gostou?

Tooooooodos os eventos serão disponibilizados no YouTube do Universo Afromusic nos dias 09, 10 e 11 de abril. Confere lá porque esse ano todas as atrações foram gravadas no Teatro de Contêiner e tem gente tipo Jup do Bairro e Izzy Gordon (!!!)

SERVIÇO:
Dias 09, 10 e 11 de Abril de 2021, sempre a partir das 19h.

TRANSMISSÃO:
Pelo canal Universo Afromusic – online e gratuito

PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL AFROMUSIC #2

1º DIA: 

09 de abril, sexta-feira. A partir das 19h00.


19h
Pílulas de entrevista: “Música Tem Cor”, com Erica Malunguinho
Show: Izzy Gordon

20h
Pílulas de entrevista: “Música Preta Experimental”, com Felinto
Show: Biel Lima


21h
Show: Jup do Bairro

Pílulas de entrevista: “Pretas Mulheres na Composição”, com Marina Afares


2º DIA

10 de abril, sábado. A partir das 19h00.

19h
Pílulas de entrevista: “Música Afrofuturista”, com Melifona
Show: Fabriccio

20h

Pílulas de entrevista: “América Diaspo-Sonora”, com Danielle Almeida
Show: Renato Gama


21h
Entrevista: “O Rap é mais que compromisso”, com Daniela Vieira
Show: Mental Abstrato feat. Mana Bella

22h

Show: Bloco Afro Afirmativo Ilu Inã apresenta “MacumBrass”
Entrevista: “Carnaval e organização social preta”, com Fernando Alabê

3º DIA

11 de abril, domingo. A partir das 19h00.

19h00

Entrevista: “Tudo é samba”, com Amailton Azevedo

Show: Ballet Afro Koteban

20h00

Entrevista: “Canto ancestral”, com Aloysio Letra

Show: Gê de Lima

21h00

Show: Banda Nova Malandragem convida Walmir Gil

Entrevista: “Sons de Kemet”, com Salloma Salomão

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Thais Senahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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