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quarta-feira, 01 dezembro 2021
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44 anos da morte do mestre Pixinguinha

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A avó, matriarca africana, escolheu o apelido. Pizidim. Isso era nome africano. Pizin era bom. Din era menino. Quis a preta velha que até o nome tivesse musicalidade. Talvez já soubesse que aquele bom menino se tornaria pai. Pai da música brasileira.

Pizidim deu voz a um instrumento ainda aos onze anos. Só no cavaquinho. Poucos anos depois, estreou como músico profissional. Fez bradar também o bombardino e a flauta. Mais tarde, o som de um saxofone também conquistou o mundo. Uniu África, Europa, Estados Unidos. De tanto, surgiu a música brasileira. Tão diversa quanto seu povo.

Chorou. Valsou. Sambou. O brado sensível de sua flauta alcançava os céus. Devia emocionar os que lá repousam. Aprendeu do pai como tirar som do instrumento. Grande influência, grande músico. Que bom herdar do pai, a música e o nome. Arranjou nossa música. Compôs nosso timbre. Maestrou nossa voz. Tocou nosso coração. Pixinguinha criou nossas bases. Tantas vezes, incompreendido. Inovador. Foi grande sozinho, foi grande em grupo. Fez parte dos Batutas. Fizeram turnê pela Europa. Ficaram famosos, mas nunca ricos.

Boêmio, o maestro tinha uma mesa num famoso bar da cidade do Rio. Lá, seu nome foi gravado em ouro para guardar seus uísques. Mas era sempre da casa para o bar, do bar para casa. O carinhoso se orgulhava em dizer que tinha vida bem vivida na boêmia. Da sensibilidade para música, aprendeu a sensibilidade para a vida. Sempre fora acessível. Era bom de conversa, de copo, de música, de história. Faria 120 anos em abril, se fosse vivo. Talvez, até chegasse à idade. Mas escolheu mesmo ser eternizado. Foi embora há 44 anos, em 17 de fevereiro. Partiu, carinhoso. 

 

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Amanda Sthephaniehttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Preta. Pobre. Poeta. Periférica. Prounista. Filha de Oxum, tem paixão pela palavra e estuda o último ano de Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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