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sábado, 28 março 2020
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3 motivos para mulheres praticarem a masturbação

Quando fui assistir à peça Monólogos da Vagina achei muito interessante o modo como o tema do “conheça sua vagina” foi abordado. Falei para Adriana Lessa, uma das atrizes da montagem atual, o quanto aquilo era uma utilidade pública para a saúde e bem estar da mulher. Historicamente fomos apartadas da possibilidade de conhecermos nossos corpos, de fazermos uso dele para nosso próprio prazer e principalmente, de sabermos que podemos ter contato com nossas fontes de estímulos sem a “ajuda” de outra pessoa.

Sim, a masturbação feminina é um tabu e sabemos disso. Mas o que significa desafiar essa fronteira que a sociedade machista nos imputa? Ao invés de descrever aqui a história de opressão das mulheres, prefiro dedicar essas linhas a pensar o que de bom pode advir quando desafiamos as proibições que envolvem a prática da masturbação feminina.

  1. Saber que seu prazer não está em outra pessoa. Quando vivemos os amores no início da juventude temos a sensação que não conseguiremos viver sem a outra pessoa. Falta ar. No início da vida sexual parece que todo aquele prazer que sentimos tem origem na outra pessoa. Sem ele ou sem ela não sentiremos nunca mais aquilo que sentimos a dois. Uma coisa é todo o afeto que podemos trocar com outras pessoas, isso sim é impossível sem o outro. Porém, o prazer, o orgasmo, é algo que não depende do outro. A masturbação pode nos mostrar essa possibilidade de se sentir completa e não dependente no aspecto sexual. Aquela “obsessão” por aquela pessoa que na cama é a mais incrível do universo, deixa de existir. Sabemos que somos completas e que está em nós todos o prazer que podemos sentir.
  2. O contato com nós mesmas. A masturbação é uma possibilidade de nos sentirmos mais íntimas e mais cuidadas por nós. Trata-se de um tipo de auto-poder ou de um “eu sei que posso contar comigo”. Não sei em termos técnicos o que isso representa, mas na prática, é uma sensação boa e saudável de afeto por si e de reconhecimento de certas necessidades de prazer. Meu corpo sabe que é cuidado por mim não apenas em sua “higiene”, mas em todos os seus aspectos bio-psico-sociais que envolvem inclusive suas potencialidades sensíveis ligadas ao prazer.
  3. Saber o que é melhor para si. Parece um título de auto-ajuda, mas em outros termos é saber os pontos que mais te excitam, o jeito do toque, o tipo de movimento, a velocidade do estímulo e os pensamentos ou estímulos externos que te ajudam a compor esse momento. Isso contribuirá favoravelmente para sua relação a dois (ou mais). Por fim você ficará impressionada com os limites do prazer que seu corpo pode te dar. Conhecer a si mesma não ignorando o aspecto erótico-sensorial da sua existência é também um modo de apropriação de si mesma. Se masturbar é libertador e as chances de você se sentir mais poderosa são grandes. Internalizamos as estruturas de opressão, porque é assim que sistema se retroalimenta. Não suprima seu prazer, você é mais forte com ele.

Fiquem agora com a rima da Dani Nega que tá ligada no que eu tô falando:

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