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Salve a rainha das ondas!

Foto: Reprodução/artistiquephotographybynicolette

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Iemoja, Yemaya, Yemoja, Iyemanjá, Yemanjá, Iemanjá. Yèyé omo ejá: mãe cujos filhos são peixes. Mãe d’água. Rainha das ondas. Sereia do mar. Assebá, Assessu, Iamassê, Iemouô, Olossá, Ogunté, Ataramaba, Maleleo. Oferecemos sete rosas brancas abertas, Odò ìyá! 

Ouve-se o canto da sereia, Janaína nos quer abençoar. Iemanjá canta no último dia do ano. Sete ondas puladas consolidam a bênção da mãe d’água. Também pode cantar em agosto. Ou, então, Inaê canta hoje. Presente das águas. Traz fartura aos pescadores. Ouve-se também Oxum cantar. Pede licença à orixá das águas doces. Recebe a prece de seus filhos. Sem água doce que sustenta marinheiro, pescador não navega. Ora yê yê ô!

Iemanjá e Oxum. Imagem: Reprodução/Youtube

Iemanjá e Oxum. Imagem: Reprodução/Youtube

Filho que faz oferta, se prepara sete dias antes. Reserva oferenda. Abre coração. Como fizeram antes: pediram peixes à Princesa de Aiocá. Receberam alimento e mar tranquilo. Na Bahia, no Maranhão, no Pará, no Rio de Janeiro, em São Paulo… Todo ilê recebe orixá. Todo filho honra a mãe.

Filha de Olóòkun, na África, a maior divindade do mar. Seu pai representa as profundezas. Tentou matar os homens com o dilúvio. Talvez, por isso, seja Janaína a deusa padroeira dos náufragos. Iemanjá rege todo lar, cria todo filho. A orixá de seios grandes e pele escura tornou-se magra e longilínea. Sincretismo. Mas recebe ainda toda a alma que busca, em água salgada, proteção.

Odossiaba, Iemanjá!

 

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