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Mulheres negras marcham contra Trump

Crianças e adultos protestando em Washington. Foto:Brian R. Smith/AFP/Getty Images

Crianças e adultos protestando em Washington. Foto:Brian R. Smith/AFP/Getty Images

No último sábado várias cidades americanas foram tomadas por mulheres na Women’s March (Marcha das Mulheres), que se uniram um dia após a posse do presidente Donald Trump para pautar as reivindicações dos movimentos feministas e manifestar suas vozes contra as atitudes misóginas do presidente durante a sua campanha.

Mais de 500.000 pessoas participaram da marcha em Washington, capital dos Estados Unidos, local que concentrou o maior número de manifestantes, nessa que está sendo considerada a marcha pelos direitos das mulheres que abarcou mais diversidade na história americana.

Os protestos tomaram o dia todo e as falas das mulheres negras foram marcantes. Angela Davis, uma das maiores vozes do feminismo negro fez um discurso emocionante e carregado, lembrando a luta histórica dos negros por liberdade e confrontando as falas xenofóbicas do presidente eleito.  “As lutas de liberdade dos negros que moldaram a natureza da história deste país não podem ser apagadas com a mão. Não podemos esquecer que as vidas negras são importantes. Esse é um país ancorado na escravidão e no colonialismo, para melhor ou para pior a própria história dos Estados Unidos é uma história de imigração e escravização. A propagação da xenofobia, lançando acusações de assassinato e estupro e construindo muros não apaga essa história.”

Angela Davis durante seu discurso na Women's March. Foto: Getty Images

Angela Davis durante seu discurso na Women’s March. Foto: Getty Images

Durante a marcha, Alica Keys fez um show poderoso e mais tarde, em sua conta no Instagram, agradeceu a todas as mulheres presentes, tanto em Washington, quanto em outras partes do país. “Não importa onde você estava hoje… Nós transmitimos uma mensagem poderosa! Eu estou orgulhosa de todas ao redor do mundo que se juntaram, com toda a dignidade e força, para enviar a mensagem de que não vamos parar até sermos ouvidas.”

Entre as mulheres negras que discursaram, estavam também  Sybrina Fulton, Maria Hamilton, Gwen Carr e Lucia McBath, todas mães de jovens que foram mortos pela policia norte-americana e que desde então lutam junto ao Black Lives Matter, onde são chamadas de “mães do movimento”. Janelle Monae também discursou na marcha e convidou as “mães” para cantarem ao seu lado durante a a música “Hell You Talmbout”, escrita por ela como forma de protesto e em homenagem aos jovens assassinados.

Janelle Monae em sua apresentação na Women's March. Foto: Paul Morigi/WireImage

Janelle Monae em sua apresentação na Women’s March. Foto: Paul Morigi/WireImage

Melanie L. Campbell, presidente da Black Women’s Roundtable também deu sua contribuição, chamando as mulheres para a luta. “Nós marchamos para mandar uma mensagem para Casa Branca, para o Congresso, para os políticos de que nós somos unidos e de que nós não vamos nos mudar. Nós marchamos pelos direitos das mulheres, nós marchamos pelos direitos humanos, nós estamos prontas para luta”.

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