Cinema

‘Moonlight’ vence “melhor beijo” no MTV Movie & TV Awards

No último domingo (7), Moonlight foi prestigiado com mais um prêmio, dessa vez no MTV Movie & TV Awards. O longa protagonizado por alguém cuja minoria se estabelece não só pelo fator racial, mas também pela sexualidade, foi premiado pela categoria “melhor beijo”. Mas não foi qualquer beijo, não: Jharrel Jerome e Ashton Sanders, que interpretaram Kevin e Chiron, respectivamente, foram os responsáveis pela demonstração afetiva digna de premiação.

Foto: Reprodução

Ashton Sanders e Jharrel Jerome no MTV Movie & TV Awards. Foto: Reprodução

Quando receberam os prêmios, os atores exprimiram seu sentimento além do reconhecimento do MTV Movie & TV Awards. Vencer essa categoria é também uma conquista social, de grande representatividade: “Eu acredito que é seguro dizer, que está tudo bem para nós, jovens atores, especialmente nós, minorias, pensar fora da caixa. Eu acho que está tudo bem pensar fora da caixa e fazer o que for necessário para contar uma história e para fazer uma mudança. Então esse prêmio é para isso. É para nós, artistas por aí que precisam dar um passo ousado e fazer o que for necessário para que as pessoas acordem”, declarou Jharrel.

Ashton Sanders, que interpreta Chiron, o protagonista do filme, em sua fase mais jovem, completou: “Esse prêmio é maior que Jharrel e eu. Representa mais que um beijo. Esse prêmio é para aqueles que se sentem desajustados, nos representa, então, eu amo vocês todos e obrigado”. Realmente, esse prêmio representa muito mais que um beijo cinematográfico. Significa também a abertura, com sensibilidade e respeito, das telas para que as minorias sejam retratadas de forma digna e honrada.

Cena de Moonlight, interpretada pelos protagonistas do "melhor beijo". Foto: Reprodução

Cena de Moonlight, interpretada pelos protagonistas do “melhor beijo”. Foto: Reprodução

É essa a representatividade que as minorias tanto cobram. Mais ‘Chiron’ são necessários para que se compreenda socialmente que o amor não deve considerar raça, identidade, orientação sexual, gênero, credo ou qualquer outra característica; deve considerar apenas o sentimento que ascende em duas ou mais pessoas. Além disso, é importante olhar com sensibilidade os contextos a que estão submetidas as minorias, principalmente quando as pessoas representam mais de uma, como o caso do personagem.

“Moonlight: Sob a Luz do Luar” prova, mais uma vez, que a quebra das barreiras do tradicionalismo é uma das principais formas de fomentar o respeito e incluir as diferenças nas pautas, sejam elas puramente sociais ou artísticas. Que essa luta esteja apenas começando e muitas outras produções exponham – como expôs Moonlight, com muita sensibilidade e respeito – a complexidade da vida de quem está cotidianamente à margem da sociedade.

 

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