Notícia

Megg de Oliveira: primeira travesti negra doutora em educação pela UFPR

Foto: Reprodução/Facebook

Foto: Reprodução/Facebook

Na última quinta-feira (30), pela primeira vez uma travesti negra foi aprovada doutora em educação pela UFPR. Megg de Oliveira apresentou a tese “O diabo em forma de gente: (r)existências de gays afeminados, viados e bichas pretas na educação”, surpreendendo a academia com a abordagem singular. Formada em Desenho pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, a pesquisadora estudou a resistência de professores negros homossexuais durante os últimos quatro anos, para entender a superação sobre a opressão institucionalizada.

A partir da ressignificação de conceitos, Megg acredita na apropriação dos vocabulários opressivos para desarmar o opressor. Orientada pela professora Maria Rita de Assis César, a pesquisadora e professora substituta da UFPR não apenas apresentou sua tese, pautada na própria vivência e na de outros professores que sofrem preconceito. Na verdade, ela estava acompanhada de outras travestis: em seu vestido, em memória, honra e denúncia, estavam escritos os nomes de travestis assassinadas nos últimos meses. Além disso, Megg desenhou uma marca de bala sobre uma parte de seu vestido que representava um coração destruído.

Além do papel social da ocupação deste espaço, a agora doutora é prova de que a reivindicação deve se prolongar. Megg é ainda a primeira travesti negra aprovada doutora. Enquanto conquista esse espaço, a maior área destinada ao grupo LGBT permanece sendo as esquinas. É por isso que, ao mesmo tempo em que alcança seu propósito, a professora e militante denuncia a violência, mesmo não tendo vínculos afetivos próximos a essas meninas, lembrando que empatia não são resultado de proximidade, mas de respeito.

Confira a entrevista de Megg de Oliveira à UFPR TV:

 

Compartilhe esta notícia
Load More Related Articles
Load More By Amanda Sthephanie
Load More In Notícia

Facebook Comments

deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

Além disso, verifique

Racismo em condenação de babalorixá por perturbação do sossego alheio

O Juizado Especial Criminal de Olinda condenou a ...

Facebook

Newsletter