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Jogador negro sofre racismo na Itália

Estamos cansados dos ataques racistas que jogadores negros sofrem, em sua maioria, na Europa. Desta vez, a vítima foi o jogador ganês Sulley Muntari, jogador do time Pescara da Itália, que neste domingo dia 30, ouviu xingamentos vindos da torcida do time Cagliari logo no primeiro tempo. Mas, desta vez, uma série de acontecimentos tomou conta do jogo.

No intervalo do primeiro tempo, Muntari fez questão de presentear o rapaz que começou com os xingamentos racistas, com uma camisa de seu time em resposta. Voltando ao segundo tempo, os insultos continuaram, então o jogador decidiu recorrer ao árbitro, apontando para seu braço e dizendo que estava sofrendo ataques racistas. O árbitro por sua vez, pediu para o jogador voltar ao jogo e não interagir com a torcida. Sim! Pediu que o jogador ignorasse os xingamentos como se fosse algo normal, que fizesse parte da competitividade. Muntari perguntou se ele não estava ouvindo o que eles estavam gritando e que ele deveria gerenciar a situação. Então o árbitro levanta a voz e dá um cartão amarelo ao jogador.

Foto: Getty Images

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Muntari não vê outra saída e se retira do jogo. “O que eu deveria fazer? Ficar lá e deixá-los continuar? Isso define uma péssima cultura. Precisamos de coisas assim para parar com isso”, diz o jogador indignado com o ato racista que muito acontece em jogos europeus. Decidiu ficar fora do jogo até o final, se recusando a exercer seu trabalho mediante aos ataques humilhantes. Os times europeus estão cada vez mais contratando jogadores estrangeiros por seus talentos e destaques porém, as torcidas são as mesmas e não concordam com contratações de jogadores negros. Vejam bem, jogadores negros e não estrangeiros.

Esta atitude mostra o que já vinha acontecendo nestes países, o extremo racismo que pessoas de muitas outras profissões ou até mesmo turistas, sofrem. A questão é que num jogo de futebol, o racismo ecoa pelas arquibancadas, ganha coro e impede que o jogador tenha estrutura emocional para continuar. Muntari não foi o primeiro e infelizmente não será o último. Se os árbitros ou pessoas que organizam os jogos não se preocuparem em deter tais ataques, eles só irão se propagar. Todos precisam estar atentos e cientes do quão grave é o racismo para combatê-lo e pessoas negras terem os mesmos direitos do que as outras pessoas, inclusive o direito de trabalhar sem serem humilhadas.

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