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Chef de cozinha e arquiteto criam telhado verde no Vidigal

 

O “telhado verde medicinal” e a “galeria viva” que a estrutura de sustentação do jardim suspenso abriga, é uma galeria ecológica a céu aberto com caráter de museu territorial, erguido para ter a função urbanista de abrigo do ponto de transporte alternativo, protegendo os moradores e visitantes do Vidigal das intemperes do tempo.

A curadoria artística do espaço é de autoria de Guto Graciano, arquiteto e urbanista autor da proposta e Graça dos Prazeres, Chef de culinária orgânica viva.

CI RIO DE JANEIRO)RJ) - 10/11/2015 - Telhados Verdes, pontos de vans no Vidigal - Na foto, o arquiteto Carlos Augusto Graciano (camisa jeans). Foto Carlos Moraes/Extra

CI RIO DE JANEIRO)RJ) – 10/11/2015 – Telhados Verdes, pontos de vans no Vidigal – Na foto, o arquiteto Carlos Augusto Graciano (camisa jeans). Foto Carlos Moraes/Extra

O projeto teve início com uma a ação social prevista para a instalação da cobertura ecológica que contou com o apoio das escolas públicas do Vidigal, realizada em 08 de agosto de 2014, na qual alunos da Escola Municipal Almirante Tamandaré e Escola Municipal Prefeito Djalma Maranhão fizeram o primeiro plantio das ervas medicinais, usando adubos de substratos naturais produzidos pelos garis comunitários do Vidigal. A iniciativa foi importante para dar início a transformação do espaço em um polo educativo que promove reflexões sobre medicina alternativa, ecologia e meio ambiente aos moradores da cidade do Rio de Janeiro e aos turistas que visitam a trilha dois irmãos.

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Foto: Divulgação / Facebook

A proposta é considerada um “marco de resiliência dos 75 anos da comunidade do Vidigal” e conta com um projeto de lei em fase de tramitação que “declara como patrimônio cultural urbano de natureza imaterial da cidade do Rio de Janeiro o trabalho dessa coalizão artística que “emite a revolução cultural dos três “As”, manifestados em toda evolução humana, composto pela arquitetura, agricultura e arte, arte sendo ela visual (arte urbana – grafite) e sonora (Hino a resiliência do Vidigal – música) ”, e também, um exemplo que se faz enxergar a “quebra do paradigma que só a cidade formal tem condições de ditar as normas e exemplos a serem seguidos pela sociedade”. Ao mesmo tempo, há a afirmação de que as favelas não têm que ser associadas como regra somente a pobreza, ignorância e as origens duvidosas, mas sim, ao seu real papel adquirido de acervo cultural desse país.

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É importante lembrar que a favela do Vidigal sofre um processo de descaracterização (gentrificação) ao mesmo tempo que a formação de um novo modelo social em uma favela, formados por negros descendentes dos escravos (que não tinham quilombos), nordestinos, classe média e refugiados da crise internacional.

A conclusão da curadoria artística, no equipamento urbano movida por um movimento antropologicamente social e cultural envolvendo arquitetura, agricultura e a arte, promoveu o espaço a uma (enciclopédia urbana), por proporcionar a partir daí reflexões sobre os temas históricos que pedagogicamente são interpretados como capítulos da história local, e estão expostos em cenas da galeria, relacionados com a história do Brasil e a história geral.

Esses recursos são necessários ao incentivo da interpretação da cultura, politica, filosofia, tecnologia e as ciências ambientais, fatores importantes que tornam o espaço uma célula na comunidade do Vidigal, ferramenta de ensino para a criação de uma consciência regional.

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Foto: Divulgação / Facebook

Esse espaço vivo, que faz fotossíntese com as ervas medicinais, “expressa os sentimentos” da comunidade através da arte, arte musical (samba rap) composto por MCs e compositores da comunidade e com potencial turístico a arte urbana, foi construído com vertente coletiva graças a um envolvimento e comprometimento de uma espécie de cooperação solidária entre vizinhos e amigos no Vidigal.

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CI RIO DE JANEIRO)RJ) – 10/11/2015 – Telhados Verdes, pontos de vans no Vidigal – Na foto, o arquiteto Carlos Augusto Graciano (camisa jeans). Foto Carlos Moraes/Extra

Sendo assim, a composição arquitetônica do equipamento urbano do ponto de transporte alternativo do Vidigal, que torna o espaço uma galeria ecológica urbana a céu aberto, é um legitimo instrumento de transformação social, por ser uma ferramenta de estudos e reflexões de resiliências, além de permitir que os sujeitos populares sejam atores coadjuvantes na arte viva em um espaço público exemplo de “plataforma de reparação social”.

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